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Sonho brasileiro na Davis

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Brasileiros sonhando alto

De amanhã até domingo, o Brasil vai enfrentar a equipe dos Estados Unidos pela primeira rodada do Grupo Mundial. Simplesmente estar lá já é um feito e tanto para o nosso tênis, ausente da “primeira divisão” do tênis mundial por 10 longos anos. Tudo bem que a gente poderia ter dado um pouquinho mais de sorte no sorteio que, em setembro do ano passado, definiu os confrontos. A gente poderia estar roubando, poderia estar matando, poderia estar jogando em casa contra a Croácia ou a Áustria. Mas em vez disso vamos enfrentar os Estados Unidos .

Não dá pra dizer que o tênis brasileiro vive um mau momento. Thomaz Bellucci está entre os 40 melhores do mundo. Nossos dois principais duplistas começaram o ano com títulos — e em quadra dura. Marcelo Melo venceu em Brisbane junto com Tommy Robredo e Bruno Soares ganhou em Auckland ao lado de Colin Fleming. Parece que nossos mineiros só vêm crescendo desde a separação. Analisando-os em separado, parece ótimo para o tênis no país. Mas na hora da Davis, será que isso é bom pra nós? Será que Melo e Soares vão trazer a bagagem da evolução que viveram longe um do outro, ou vão esbarrar em dificuldades? Minha opinião e minha torcida dizem que os dois podem fazer a mágica acontecer quando se encontrarem. Foi assim no confronto contra a Rússia pela Davis ano passado, e foi assim também nas Olimpíadas de Londres, onde os mineiros chegaram até as quartas de final. Ambos são top 20 do ranking de duplas da ATP. Bruno tem um Grand Slam em duplas mistas. A dupla promete.

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A ordem dos fatores

Tudo seria maravilhoso se, do outro lado da quadra, não fosse estar a dupla número 1 do mundo. Bob e Mike Bryan acabaram de copar o Australian Open, e vêm com tudo para colocar água na caipirinha brasileira. Como se não bastasse, os dois simplistas americanos têm ranking melhor que o nosso número 1. O sorteio da ordem das partidas também não foi dos mais favoráveis, colocando Thiago Alves num potencialmente decisivo quinto jogo. Some-se a isso o fator “casa” que costuma jogar muito a favor dos americanos. E, se Bruno Soares declarou que gosta de jogar fora, Bellucci ainda parece bem instável sob pressão. Será que dá pra sonhar?

Expectativa, realidade e mundos alternativos

Falando sério? Acho que Bellucci pode ganhar de Sam Querrey em um dia muito inspirado. Thiago Alves tem chances modestas (estou usando um eufemismo, OK?) contra John Isner. Bruno Soares e Marcelo Melo podem fazer um bom jogo contra os Bryans, e eu prefiro acreditar que o resultado é imprevisível. Thomaz Bellucci precisaria do mais inspirado dos dias inspirados pra ganhar de John Isner. E Thiago Alves ganhando do número 20 do mundo? Não vou dizer que é impossível, mas… I don’t think so. Em meus loucos delírios, Bellucci ganharia fácil de Querrey, Bruno e Melo bateriam os Bryans em um jogo dramático à argentina, e Bellucci voltaria no último dia para operar um milagre e conseguir uma vitória heróica sobre Isner, poupando Thiaguinho do jogo decisivo. Na realidade, parecemos condenados, mas só Deus sabe o que pode acontecer. Agora só resta torcer. E vamo, Brasil!

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Só alegria na Davis. Será?